Como avaliar informações: o que torna uma evidência realmente confiável

Como avaliar informações: o que torna uma evidência realmente confiável

41 minutos Imagine receber uma mensagem dizendo: “Pesquisas comprovam que pessoas que fazem determinada coisa vivem mais.” A frase parece forte. Tem a palavra “pesquisas”. Tem “comprovam”. Parece científica. Então você pergunta: “Qual pesquisa?” A pessoa envia uma matéria. A matéria cita outro site. O outro site menciona “um estudo”. Você procura o estudo. Descobre que ele acompanhou um grupo pequeno de pessoas durante alguns meses e encontrou apenas uma associação entre determinado comportamento e um marcador de saúde. Em nenhum momento o estudo Continue lendo→

Viés de confirmação: por que encontramos tão facilmente provas daquilo em que já acreditamos

Viés de confirmação: por que encontramos tão facilmente provas daquilo em que já acreditamos

33 minutos Imagine que você comece a desconfiar de que uma pessoa não gosta de você. A partir desse momento, pequenas coisas ganham significado. Ela passou por você e não cumprimentou. “Eu sabia.” Respondeu sua mensagem de maneira curta. “Está claro.” Conversou animadamente com outra pessoa. “Comigo ela nunca é assim.” Recusou um convite. “Mais uma prova.” Depois de algumas semanas, você consegue listar vários acontecimentos reais que parecem sustentar sua conclusão. E talvez esteja certo. A pessoa realmente pode não gostar de você. Continue lendo→

Vieses cognitivos: por que sua mente pode enxergar evidências e ainda chegar à conclusão errada

Vieses cognitivos: por que sua mente pode enxergar evidências e ainda chegar à conclusão errada

34 minutos Imagine que você esteja procurando um carro usado. Depois de algumas pesquisas, começa a gostar muito de um modelo específico. Então passa a assistir vídeos sobre ele. Lê avaliações. Entra em fóruns. Conversa com pessoas que possuem aquele carro. E, aos poucos, encontra muitas razões para acreditar que fez uma ótima escolha. Até que alguém menciona um problema recorrente naquele modelo. Sua primeira reação pode ser: “Isso acontece com qualquer carro.” Depois aparece outra crítica. “Provavelmente essa pessoa não cuidava direito.” Então Continue lendo→

Fato, opinião e interpretação: como separar o que aconteceu daquilo que pensamos sobre isso

Fato, opinião e interpretação: como separar o que aconteceu daquilo que pensamos sobre isso

31 minutos Imagine a seguinte situação. Você está conversando com alguém e percebe que, enquanto fala, a pessoa olha várias vezes para o celular. Mais tarde, ao contar o episódio, você diz: “Ela não estava interessada no que eu estava falando.” Talvez seja verdade. Mas não foi exatamente isso que você viu. O que você viu foi: ela olhou várias vezes para o celular enquanto você falava. A falta de interesse veio depois. Foi uma interpretação. Agora imagine que você acrescente: “Achei uma falta Continue lendo→

Pensamento crítico: aprender a compreender antes de concluir

Pensamento crítico: aprender a compreender antes de concluir

46 minutos Você recebe uma mensagem curta: “Depois precisamos conversar.” Em poucos segundos, talvez sua mente construa uma explicação. “Alguma coisa aconteceu.” “Fiz algo errado.” “Essa conversa não vai ser boa.” Talvez você sinta ansiedade antes mesmo de descobrir o assunto. Horas depois, descobre que a pessoa queria apenas pedir sua opinião sobre uma decisão. O que aconteceu nesse intervalo? A mensagem existia. A interpretação também. O problema é que, durante algum tempo, as duas pareceram ser a mesma coisa. Esse tipo de confusão Continue lendo→

Pontos cegos e auto-observação: o que você ainda não consegue enxergar sobre si mesmo

Pontos cegos e auto-observação: o que você ainda não consegue enxergar sobre si mesmo

37 minutos Talvez você conheça alguém que se considera extremamente aberto a críticas. Mas reage defensivamente sempre que alguém discorda. Alguém que afirma: “Eu não gosto de conflito.” Entretanto, frequentemente usa silêncio, ironia ou afastamento quando está incomodado. Uma pessoa que acredita ser muito independente. Porém, precisa constantemente da aprovação dos outros antes de tomar decisões. Ou alguém que reclama: “As pessoas nunca me dizem quando alguma coisa está errada.” Sem perceber que costuma justificar imediatamente qualquer crítica que recebe. De fora, algumas contradições Continue lendo→

Pensamentos automáticos: quando sua interpretação parece ser a realidade

Pensamentos automáticos: quando sua interpretação parece ser a realidade

40 minutos Você manda uma mensagem. A pessoa visualiza. Não responde. Quase imediatamente aparece: “Ela está me evitando.” Você apresenta uma ideia durante uma reunião. Alguém faz uma pergunta. Antes mesmo de pensar direito: “Ele achou ruim.” Uma pessoa próxima responde de maneira mais curta do que costuma responder. “Está brava comigo.” Você comete um erro. “Eu sabia que não daria conta.” Entra em um lugar onde não conhece ninguém. “Todo mundo está reparando em mim.” Em muitos desses momentos, não existe uma decisão Continue lendo→

Crenças limitantes: como perceber as ideias que você aprendeu a tratar como verdade

Crenças limitantes: como perceber as ideias que você aprendeu a tratar como verdade

37 minutos Algumas dessas frases podem conter observações verdadeiras. O problema começa quando uma descrição deixa de ser apenas uma descrição e passa silenciosamente a funcionar como regra. “Tenho dificuldade com dinheiro” vira: “Não sou bom com dinheiro.” “Não sei fazer isso ainda” vira: “Isso não é para mim.” “Algumas pessoas me decepcionaram” vira: “Não posso confiar em ninguém.” A diferença parece pequena. Entretanto, uma frase descreve uma experiência. A outra começa a organizar experiências futuras. É nesse território que entram as chamadas crenças Continue lendo→

Padrões de comportamento: como perceber aquilo que você vive repetindo

Padrões de comportamento: como perceber aquilo que você vive repetindo

36 minutos Você muda de emprego. Mas, depois de algum tempo, sente novamente que precisa provar o próprio valor o tempo inteiro. Termina um relacionamento. Anos depois, percebe que outra relação completamente diferente começou a produzir a mesma sensação de que você precisa se esforçar demais para não ser abandonado. Decide organizar melhor sua vida financeira. No entanto, alguns meses depois, encontra outra justificativa para gastar aquilo que pretendia guardar. Promete que, na próxima discussão, vai agir diferente. Ainda assim, quando se sente questionado, Continue lendo→

Gatilhos emocionais: por que algumas situações despertam reações tão fortes em você

Gatilhos emocionais: por que algumas situações despertam reações tão fortes em você

32 minutos Algumas situações parecem apertar botões que nem sabíamos que existiam. Uma mensagem visualizada e não respondida. Uma crítica pequena. Alguém dizendo: “Depois precisamos conversar.” Uma mudança no tom de voz. Uma pessoa que interrompe você. Alguém questionando uma decisão. Uma brincadeira aparentemente inofensiva. Uma demora. Uma comparação. Um “não”. O acontecimento pode durar segundos. Mas aquilo que desperta permanece por horas. Você pensa demais. Fica irritado. Sente ansiedade. Quer se defender. Se afasta. Responde de maneira muito mais intensa do que pretendia. Continue lendo→